Friday, May 17, 2013

Painting / Pintura





I still want to do some changes in the line and make the paint on the white part thicker.
I'm trying to adjust the way I paint to the way I think, which in one word is... chaos.
So I just do random images till some point and when I see something that happened on the way that I found interesting, I stop doing something meaningless and actually use my intuition to finish it creating some kind of harmony. The result may be worse but I do this for myself and I have much more pleasure doing this style than the other one before.
Check out the website I recently illustrated: Black Book Cooking.

* * *

Ainda quero fazer mudanças na linha e tornar a parte branca mais grossa.
Estou a tentar ajustar a forma como pinto à forma como penso, que numa palavra se pode traduzir em.. caos.
Por isso começo por fazer imagens sem grande lógica até acontecer alguma coisa que gosto. Depois uso a minha intuição para acabar e criar alguma harmonia.
Algo que muita gente já faz e eu mesma já tinha feito mas ultimamente refinei o meu auto-conhecimento, o que me fez entender mais uma série de coisas que demorariam tempo a explicar. O resultado até pode passar a ser pior, mais cru e feio, mas eu faço artes plásticas para mim. Já basta a ilustração com estilos a pedido. Por falar nisso ilustrei este site: Black Book Cooking 

2 comments:

Luis Filipe Gomes said...

A tendência do cérebro é ficar consciente do que a mão faz, mas com algum treino, é possível parar essa parte consciente.
Ás vezes entra-se numa espécie de euforia criativa, há quem lhe chame estado alfa.
Nessa altura também é frequente a parte consciente tomar a rédea e como um adulto curioso que vem ao quarto onde estão as crianças, inesperadamente silenciosas, depara com elas absortas na leitura. As crianças ao serem interrompidas têm dificuldade em retomar a leitura e às vezes abandonam o livro.
O resultado criativo deste cérebro que consegue mergulhar dentro de si próprio e encontrar essa energia que também se encontra na origem do universo, não consegue ser entendido pela parte racional que analisa, rotula e torna conformes e previsíveis as suas materializações. Daí talvez que palavras como "resultado pior","cru", ou "feio" possam ocorrer.
Sabes perfeitamente que os desenhos não são adjectiváveis, enquanto necessidade de expressão. Podem ser adequados a uma função, a uma situação(como maravilhosamente fizeste no BBCooking), podem estar acabados ou serem um trabalho em curso.
Alguns acabar-se-ão sózinhos, ou seja, algum tempo depois verás que já estavam acabados mas a tua parte consciente ainda não estava preparada para os entender.
Quando duvidares do resultado que consegues lembra-te que essa insatisfação e essa angústia fazem parte do processo criativo. Confia e trabalha sempre pois é a única maneira de escapar à depressão.

Catarina Garcia said...

Obrigada Luís como sempre pelas palavras!!
Entendo perfeitamente!!

Sim, eu também prefiro o trabalho cru, mas sei perfeitamente que maioria procura o perfeito, o talento indiscutivel, por mais que seja algo que a meu ver não traga muito mais além do trabalho de um técnico obsessivo que procura atingir uma perfeição impossível (além de ser chato fazer, pelo menos para mim, tirando algumas pancas que às vezes me dá). No fim, atinge superficialmente o observador e enche o ego do criador que fica por ai porque sabe que se for por outro caminho já não atinge essa perfeição superficial e equívoca.
Eu gosto mais daquilo que atinge o nosso intimo, aquilo que a nossa sociedade tenta esconder de nós ao nos dar só entertenimento para nos distrair...

Enfim, a insatisfação, é verdade, não passa, e a arte ajuda muito, mesmo. Por isso somos teimosos e continuamos, mesmo que o público seja só o gato, ou a mãe ou o pai. Esses são os artistas teimosos que mais fascínio trazem!